Por que Portugal e Espanha dividiram o mundo em um tratado?
Portugal e Espanha dividiram áreas de exploração entre si para evitar conflitos sobre os novos territórios alcançados durante a expansão marítima europeia. O acordo ficou conhecido como Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494.
Por que os dois países estavam disputando territórios?
Portugal e Espanha estavam explorando novas rotas marítimas e reivindicando territórios na África, no Atlântico e nas Américas.
As viagens de Cristóvão Colombo, financiadas pela Espanha, aumentaram ainda mais a possibilidade de conflito com Portugal.
O que foi o Tratado de Tordesilhas?
O tratado estabeleceu uma linha imaginária de demarcação no Atlântico.
Os territórios encontrados a oeste dessa linha seriam, em princípio, destinados à Espanha, enquanto os localizados a leste ficariam na área de Portugal.
A linha foi definida a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.
Por que o acordo foi possível?
A negociação ocorreu com a participação da Igreja Católica, que já havia desempenhado papel importante na definição de áreas de exploração entre as duas monarquias.
Portugal e Espanha preferiram estabelecer uma divisão negociada em vez de transformar a disputa em um conflito militar.
O tratado realmente dividiu o mundo inteiro?
Não.
O tratado representava principalmente um acordo entre Portugal e Espanha.
Outras potências europeias, como França, Inglaterra e Países Baixos, não aceitaram que os dois países pudessem simplesmente dividir entre si territórios que ainda nem haviam sido explorados ou ocupados por eles.
O que isso teve a ver com o Brasil?
A linha de Tordesilhas atravessava uma parte da América do Sul.
Quando os portugueses chegaram ao território que hoje corresponde ao Brasil, em 1500, a região encontrava-se no lado português da demarcação estabelecida pelo tratado.
A posição exata da linha, porém, era difícil de determinar com precisão naquela época.
### Resumo
Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas em 1494 para estabelecer áreas de exploração e reduzir disputas entre as duas monarquias. O acordo criou uma linha imaginária no Atlântico, atribuindo áreas a Portugal e Espanha. Embora tenha influenciado a ocupação de territórios como o Brasil, o tratado não foi reconhecido pelas outras potências europeias.
